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A primeira impressão é a que fica — até na chegada de um irmão

Quem nunca se preocupou com a roupa que ia usar em um evento, ou com os slides para uma palestra ou reunião em grupo? Em qualquer uma dessas situações, é importante ter em mente: quem você quer impressionar e cativar desde o início?

A primeira impressão é a que fica! Isso é uma das primeiras coisas que se aprende em qualquer curso sobre marketing, vendas ou até mesmo numa palestra sobre como montar um bom slide. Eu trabalhei numa empresa onde o CEO era super ocupado e conhecido por interromper uma apresentação já no primeiro slide, caso a pessoa não conseguisse chamar sua atenção no primeiro minuto. Era preciso ter um bom pitch para que ele se dispusesse a ouvir o resto da proposta — do contrário, dificilmente haveria outra oportunidade em sua agenda lotada.

Mas quer saber qual é uma apresentação que quase ninguém se dá conta da importância e cujos impactos podem permanecer para a vida inteira de uma família? A apresentação do filho caçula.

Não entendeu? Já te explico.

Antes disso, vou te contar algo que aprendi assistindo ao Encantador de Cães, e que vi acontecer na prática. Um dia eu estava dando banho nos meus cachorros: o Thor já tinha sido banhado e estava seco, enquanto a Meg ainda estava no banho. Foi então que minha sogra apareceu de surpresa lá em casa, pela primeira vez, com a cachorrinha recém adotada — que, claro, logo recebeu toda a atenção da casa. O Thor, como anfitrião, ficou fazendo o papel de primo mais velho. Mas, para a Meg, aquele foi um momento marcante de vulnerabilidade e ciúmes, que se transformou em um ódio eterno pela nova cachorrinha.

Agora, visualizando esse cenário: imagine você sendo filho único, chegando para conhecer seu novo irmão e o vê ali, ocupando o colo dos seus pais, o espaço da sua casa, e recebendo toda a atenção de todos. Como você se sentiria? Substituído como um brinquedo do Natal passado, né?!

Foi exatamente para evitar essa primeira interação negativa entre os meninos que começamos a pensar em como promover esse primeiro contato de forma cuidadosa e assertiva. Durante uma conversa com a doula, ela comentou que é muito comum ver o olhar de ciúmes do irmão mais velho ao chegar na maternidade e se deparar com o quadro de uma família feliz — da qual, naquele momento, ele se sente excluído. Na hora, me lembrei da história da Meg.

E foi assim que traçamos a estratégia: o Gugu já estava dormindo na casa da madrinha na noite em que o Eduardo resolveu nascer. Na manhã seguinte, ele foi nos visitar. Antes de sua chegada, saí com o Edu no colo, deixei-o com a enfermeira e expliquei a ela nosso plano.

Quando o Gugu entrou no quarto, já foi logo perguntando pelo irmão, mas eu e a Júlia o recebemos com um abraço e perguntamos como tinha sido sua noite na casa da madrinha. Depois de alguns minutos, quando ele já estava acomodado em nosso colo, a enfermeira chegou com o Eduardo e o colocou no colo do Gugu.

Pronto! Ele é quem estava recebendo o novo irmãozinho. Missão cumprida! E ali foi selada a parceria deles para toda a vida.

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Pai Alfa
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