Infância Infinita — A série
Da idolatria à dependência: o que adultos que cultuam políticos e celebridades podem ter em comum com crianças que ainda não aprenderam autonomia?
Cada dia fico mais perplexo com a quantidade de adultos e idosos que defendem “com unhas e dentes” seus políticos e influencers de estimação nas redes sociais. E justo aqueles que eu acreditava que deveriam ser os mais sábios, parecem ter se rendido a falsos líderes, alimentando uma dicotomia cega, principalmente quando o assunto é política.
Mas o que explicaria esse fenômeno social?
Enquanto crianças dependem de pais e adultos para interpretar o mundo, muitos adultos continuam buscando “figuras de autoridade” (políticos, celebridades, influenciadores) para lhes dizer o que pensar, sentir e fazer.
Essa terceirização da reflexão seria um sintoma de infantilização cognitiva?
Do passado ao futuro
Será que aprendemos, sem perceber, que pensar por conta própria é perigoso? Que discordar do seu nicho é sinônimo de vergonha?
Do ponto de vista neuropsicológico, não é possível afirmar isso de forma absoluta — e nem sou especialista para isso —, mas é inevitável refletir: será que um cérebro acostumado à obediência no modo de educação do passado, busca na vida adulta o mesmo conforto da autoridade que antes o “protegia”?
Décadas depois, será que esse condicionamento some… ou apenas muda de roupa? Será que políticos, celebridades e influenciadores ocupam hoje o mesmo espaço simbólico que antes era dos pais e professores?
E para piorar, as redes sociais parecem ter amplificado ainda mais esse comportamento, especialmente nas novas gerações.

Venha comigo nessa jornada…
Este blog não é seu streaming preferido, mas se você gosta de pensar fora da caixa como eu, aposto que vai gostar desta minisérie de posts: Infância Infinita, dividida em duas partes:
E não pense que isso é novidade por aqui. Esse formato está presente desde os primórdios do blog, em posts como 5 formas de ensinar alguém a ser melhor (que você) pelo exemplo, 10 semelhanças entre a educação de bebês e cachorrinhos e 10 indicadores da “gestão” dos seus filhos. Vale revisitar!
E se gostou desse teaser, antes de avançar para o primeiro episódio da série, me conta nos comentários: o que você mais percebe de estranho — ou preocupante — na forma como adultos e idosos têm seguido “guias” nas redes sociais?
Um grande abraço,
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