O Quarteto Fantástico e o Superpoder (Real) da Paternidade
Neste Mês dos Pais, não quero falar de gravatas, meias ou churrascos — quero falar de um superpoder que a gente aprende a desenvolver na marra: o de tentar salvar o mundo sem deixar de lado a família.
Recentemente, assisti ao novo filme da MARVEL: o Quarteto Fantástico (e prometo que não vou dar SPOILERS)… Eu, com minha veia geek — entre viagens espaciais, buracos de minhoca e efeitos especiais — percebi no filme algo mais profundo: o subtexto da paternidade.

Reed Richards, o Senhor Fantástico, é retratado como o gênio obcecado por resolver tudo. Um cientista brilhante, mas também um homem que carrega o peso de ser aquele que precisa encontrar a solução, proteger a todos e construir um mundo melhor — especialmente para seu filho (isso já apareceu nos trailers).
Essa ansiedade de “consertar o mundo” é velha conhecida de muitos pais… E eu me identifico! A gente sente que precisa dar conta de tudo: trabalho, casa, contas, crises — como se estivéssemos nos esticando além do limite (pegou a referência?), tentando alcançar o que não é possível controlar. O problema é que, muitas vezes, nesse esforço sobre-humano, acabamos parecendo desconectados da nossa família, justamente tentando protegê-la.
Em paralelo, a personagem da Sue Storm, a Mulher Invisível, funciona como o alicerce emocional da equipe — e da família. Ela não apenas protege fisicamente com seus campos de força, mas também emocionalmente, mantendo os vínculos, enxergando o que ninguém mais vê: o invisível dentro de cada um.
Essa divisão — pai como provedor de soluções, mãe como guardiã emocional — ainda aparece com frequência, mesmo que os tempos e a conformação das famílias tenham mudado. E talvez o verdadeiro desafio da paternidade hoje seja encontrar equilíbrio entre os dois papéis. Ser aquele que sustenta, mas também o que acolhe. Que protege, mas também escuta. Que busca soluções, mas entende que não precisa salvar o mundo sozinho.
E para todos os pais (e mães), convido a uma reflexão simples: talvez o nosso maior poder não esteja em resolver tudo, mas em estar presente de verdade. Em reconhecer nossos limites. Em ouvir. Em permitir que a parceria seja real — e não uma ilusão de super-herói solitário.
Porque, no fim das contas, o que mais segura a casa de pé não é o poder de um só, mas o vínculo de todos da família — seja de dois, três, um quarteto ou mais.
Desejo a todos um Dia dos Pais Fantástico — com menos capas e mais presença.
Um grande abraço,
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