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Star Wars e a Jornada de Carreira

Recentemente, em uma entrevista, me fizeram a pergunta clássica: “Como você descreveria sua trajetória profissional?”

Entendi que esse poderia ser um momento para unir storytelling com carreira. Afinal, no fundo, muitas histórias se parecem mais com filmes do que com currículos.

Então já havia me preparado antes, para responder esse tipo de pergunta, usando a estrutura da jornada do herói, muito comum em filmes da cultura POP (como na trilogia original de Star Wars). 

No começo da minha trajetória, eu era farmacêutico recém-formado, finalizando o contrato de estágio no laboratório de análise de água. Meu mundo era bastante técnico, quase linear.

Fui chamado a me candidatar para vaga comercial por um fornecedor do laboratório. Não me via no estereótipo clássico de vendedor, mas conhecia bem os equipamentos e os produtos. Foi um plus!

Creio que quase toda jornada começa assim: com alguém olhando para o pôr-do-sol (ou dos sóis) no horizonte, ainda sem muita noção do caminho e da aventura que está por vir.

No mundo comercial Life Sciences encarei muitos desafios: ambientes altamente regulados; clientes exigentes; metas ousadas. Mas não foi o que me fez desistir.

Tive meu momento de recusa. Cheguei a voltar às origens da minha formação — e foi nesse período que comecei a desenvolver minha capacidade de liderança.

Mas a vida me trouxe uma nova visão — e reencontrei velhos mentores. Com o apoio deles, consegui finalmente fazer a travessia para a venda consultiva em uma empresa multinacional.

Foi a partir dessa época que enfrentei várias provações: mudanças de estrutura, fusões e até layoffs — mesmo diante de conquistas importantes. 

Durante essas constantes transformações, pude analisar melhor diferentes estilos de liderança — inclusive, muitos deles inspiradores… mas outros, nem um pouco.

Essas experiências moldam muito mais do que habilidades técnicas. Moldam resiliência e caráter.

E com tudo isso ao longo dos anos, só pude atingir o ponto de retorno quando entendi que: venda não depende de estereótipo e liderança não precisa de hierarquia.

Olhando em retrospecto, percebo que minhas pós-graduações foram o plot twist que antecedeu o fim de cada etapa da minha trilogia original.

Hoje, provavelmente também por conta da paternidade, percebo que estou iniciando uma nova dinâmica profissional — menos uma jornada em busca da “força” e mais algo como um spin-off ao estilo The Mandalorian.

Uma fase sobre cumprir a missão, proteger quem depende de nós e ajudar outros a crescer — seja no time, seja dentro de casa.

A experiência mostra que “esse é o caminho”: perceber que liderança tem muito menos a ver com protagonismo… e muito mais com responsabilidade.

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Pai Alfa
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